O amor da família: compreensão, aceitação e proteção. « Rede de Ensino Conexão

O amor da família: compreensão, aceitação e proteção.

A família perfeita existe sim: é aquela que protege, cuida, entende e aceita os seus como eles são. Crescer com esses nutrientes fortalece a nossa identidade e também nos faz sentir seguros e capazes de criar a vida que desejamos em liberdade.

O amor na família é o nutriente que sustenta tudo. Crescer, ser educado e fazer parte desse primeiro cenário favorável, rico em afetos, valores e segurança, sem dúvida constitui um impulso excepcional para a saúde psicológica de toda pessoa. Uma parte de quem somos agora se deve, em muitos casos, a essas primeiras experiências e laços criados com os nossos pais.

O afeto é, em todos os casos, a espinha dorsal dos bons relacionamentos. No entanto, não basta apenas amar; é preciso amar bem para que essa família seja saudável e funcional. 

O papel que as famílias desempenham em nossa sociedade na atenção, educação e cuidado das crianças é inegável. Afinal, elas são a base do desenvolvimento humano e também o pilar que favorece a transformação social. Portanto, não é apenas um núcleo primário a ser atendido em termos de saúde e recursos financeiros. Um pilar que não podemos negligenciar é, sem dúvida, o psicológico.

A formação desses núcleos sociais favorece a transmissão de valores, de afetos, o bom desenvolvimento físico, emocional e psicológico dos mais jovens, bem como a atenção aos componentes que compõem todo sistema familiar saudável e funcional:

Estabelecer limites claros para promover a aprendizagem precoce de regras e direitos.

A criação de um ambiente onde a pessoa possa expressar emoções e aprender a gerenciá-las.

 

Expressão adequada de afeto, principalmente evitando a projeção de traumas de pais para filhos.

Educação para resolução de conflitos, assertividade, boas relações sociais.

O amor da família deve ser saudável e atuar, por sua vez, como um apoio no qual cada membro encontra segurança para continuar crescendo, para tomar as suas próprias decisões sabendo que são respeitados.

É importante que todo núcleo familiar entenda que além do aspecto econômico, de recursos melhores ou piores, há indubitavelmente o aspecto emocional. Não importa qual escola a criança frequenta, quantos brinquedos ou roupas ela possui, se os seguintes aspectos não forem atendidos:

A compreensão: nada é tão relevante quanto entender o ponto de vista de qualquer membro da família. Ser capaz de se colocar no lugar do outro é essencial para construir laços emocionais saudáveis ​​e fortes.

A aceitação: esta segunda dimensão é outro nutriente básico. Saber que somos amados, independentemente da decisão que tomamos, é algo de que sempre necessitamos.

Proteção e cuidados: todos nós sabemos que amar é cuidar. Poucas coisas são tão reconfortantes quanto se sentir protegido e cuidado pelas pessoas que amamos e, por sua vez, sermos capazes de oferecer o mesmo para aqueles que cuidam de nós.

Marli de Carvalho Ferreira
Psicóloga CRP 04/48245

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